Archive for setembro \27\UTC 2007

AND THAT IS HOW DESIGNERS DO!

setembro 27, 2007

ok… muito tempo sem postar devido ao tcc, é claro!

correria é apelido pras coisas que ag tem que fazer pra deixar nosso tcc lindo e cheiroso e ainda arcar com o plano de negócios AND aula de tipografia que ag não tá dando mta conta… mas ag já tá reembalando! =)

Agora que entregamos a proposta de design e os professores aprovaram, é seguir em frente na produção do site, do artigo científico, do plano de negócios, dos painéis A3 e da peça gráfica…. UFA! Tudo isso em menos de um mês!

Mas enquanto não finalizamos, vamos postando aqui o passo a passo do nosso dia-a-dia (já que esse é o propósito do blog, que foi pra proposta de design!) . Pra começar,algumas fotos da proposta de design!

Primeiro Passo: Leve o arquivo com 5 (cinco) propostas de design para a gráfica e deixe lá por cerca de 16horas até ele chegar no tamanho desejado (1,80m) .

1E80

Segundo Passo: Proteja o piso da sua casa. Afinal, o projeto precisa ser entregue 1 (huma) via separada da outra. Corte as tiras de forma precisa. Quando estiverem separadas, vá para o terceiro passo.

 CHAO

Terceiro Passo: Com um rolo de papel contact e uma flanela, faça uma laminação fosca em sua proposta. Lembrando: uma de cada vez, um lado de cada vez. Quando o rolo terminar, faltando1/2 (meia) proposta de design, corra na Kalunga mais próxima e, 40 minutos antes dela fechar, providencie o segundo rolo.

CONTACT

Quarto Passo: Deixe o Flávio sozinho colando a parte da frente com o verso. Também deixe ele refilando até as 6 horas da manhã!

SANFONA

Quinto Passo: Grave o CD (de preferência quadrado) e cole uma bolinha de EVA para ele não se soltar.

CD

Pronto! Se você seguiu todos os passos e foi caprichoso(a), provavelmente vai ter uma boa proposta de design. Agora com 1,60m aberta!

E assim ficou a nossa proposta!

PROPOSTA

Anúncios

O Jardim Maravilhoso!

setembro 21, 2007

Era manhã. Dia 13 de Setembro de 2007.

Um dia muito bonito e crucial para nós.

Ou a nossa proposta era aceita pelos professores ou simplesmente deixaríamos o nosso querido projeto de lado.

O orientador chegou primeiro, leu o trabalho:

“Melhorou Muito!” (BARBOSA, 2007)

Aorientadora chegou depois:

“Agora vocês fazem… Ah, já fizeram! Manda bala! Vai ficar ótimo!” (MARINHO, 2007)

E aí foi. Do dia 13 até o dia 19 fizemos uma linda Proposta de Design (peça gráfica que fala tudo o que vamos fazer no site e como tudo será apresentado).

Sumimos por razões de cumprimentos de prazos e fazer trabalhos muito lindos e bem feitos (como sempre fizemos).

Mais uma vez, valeu MUITO a pena. No próximo post, fotos e detalhes da produção da proposta! ;D

Portmanteau

setembro 13, 2007

O portmanteau¹, ou palavra-valise, se refere às palavras que são criadas juntando-se duas palavras. Logo, há dois sentidos em uma única palavra. Elas aparecem em diversas palavras de Laranja Mecânica, e claro nas poesias de Edward Leary. E o motivo de eu postar isso aqui é o poema mais nonsense que Carroll fez: Jabberwocky. Pra quem esqueceu, no desenho animado da Disney, quando a Alice encontra o Gato, ele está cantando a primeira estrofe de Jabberwocky. Segue o poema, em inglês:

JABBERWOCKY

‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.
“Beware the Jabberwock, my son!
The jaws that bite, the claws that catch!
Beware the Jubjub bird, and shun
The frumious Bandersnatch!”
He took his vorpal sword in hand:
Long time the manxome foe he sought—
So rested he by the Tumtum tree,
And stood awhile in thought.
And, as in uffish thought he stood,
The Jabberwock, with eyes of flame,
Came whiffling through the tulgey wood,
And burbled as it came!
One, two! One, two! And through and through
The vorpal blade went snicker-snack!
He left it dead, and with its head
He went galumphing back.
“And hast thou slain the Jabberwock?
Come to my arms, my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!”
He chortled in his joy.
‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.

 O poema aparece no capítulo 1 de Através do Espelho, traduzido como Pargarávio. Carroll queria que o poema fosse inteiro impresso invertido, como se tivesse sendo visto num reflexo no espelho, o que de fato seria bastante legal em 1871! A primeira estrofe de Jabberwocky é mais velha do que Alice no País das Maravilhas, porque Carroll escreveu ela num “periódico” particular que ele escrevia e desenhava pra divertir seus irmãos e irmãs. Isso foi em 1855, quando Carroll tinha 23 anos, e a estrofe tinha o nome de “Estrofe de poesia anglo-saxã” (que pra mim soa bem chato hahaha)

Só que de chato não tem nada! A própria Alice diz que “…parece encher minha cabeça de idéias… só que não sei exatamente que idéias são.” E o próprio Carroll tratou de explicar as portmanteau que criou na estrofe:

BRYLLIG – é a hora de cozinhar o jantar, ou seja, o fim da tarde.

SLYTHY – liso e ativo

TOVE – uma espécie de texugo com pelo liso e branco, longas patas traseiras e chifres curtos; se alimentava de queijo

GYRE – cavar como um cachorro

GYMBLE – fazer buracos em tudo

WABE – a encosta de um morro, que se molha com a chuva

MIMSY – infeliz

BOROGOVE – um papagaio sem asas, com o bico virado pra cima, que faziam seus ninhos sob relógios de sol e comiam vitela

MOME –  grave

RATH – um tipo de tartaruga terrestre com boca de tubarão, corpo liso e verde, que come andorinhas e ostras

OUTGRABE – guinchado

E aí eu fiquei pensando, poxa, me lembro de assistir alguma coisa na televisão e alguém dizia “Callooh! Callay!” mas eu não consegui lembrar o que era… mas lembrei dos Muppets recitando Jabberwocky! Aí procurei no youtube e tinha! hahaha youtube tem tudo!

¹ do francês porte (carregar) e manteau (casaco ou capa)

p.s.: fonte de informações infinitas: Annotated Alice

De onde vem e para onde vai o Gato?

setembro 11, 2007

CHESHIRE CATCHESHIRE CATCHESHIRE CATCHESHIRE CAT

A origem – ou inspiração – para o Gato de Cheshire de Lewis Carroll tem quebrado a cabeça das pessoas desde que As Aventuras de Alice no País das Maravilhas foi publicado em 1865, e tem resultado em um grande número de teorias – mas a verdade permanece desconhecida. Pode ser que ele se referisse a gatos de verdade, ou um brasão exibindo um gato, ou até mesmo uma família de nome Catt.

Uma coisa parece clara, porém, que é sobre Carroll não ser o autor da expressão “sorrir como um gato de Cheshire”. A primeira menção está em Pair od Lyric Epistles, de Peter Pindar, publicado em 1795, que contém a frase: “Lo, like a Cheshire cat our court will grin.” Peter Pindar era o psedônimo de John Wolcot, ou Wolcott, que morreu em 1819. Aparentemente o termo “sorrir como um gato de Cheshire” também é mencionado na edição de 1811 do Goss’s Slang Dictionary (dicionário de gírias).

Abaixo há algumas possíveis inspirações para a enigmática criatura:

Gatos de Chester:
Cheshire é uma região de laticínios, de longe notada por seus queijos e produtos à base de leite, e havia uma queijaria nas proximidades do rio Dee na cidadezinha de Chester, aonde havia um porto. Dizia-se que os gatos do porto reuniam-se nas docas para esperar pelos ratos e camundongos que saíam dos navios quando estes aportavam para pegar um carregamento de queijos de Cheshire. Isso fazia deles os gatos mais felizes do reino – por isso o sorriso.

Gatos de Cheshire:

Uma idéia intrigante é a que os gatos da raça British Blue, que são conhecidos por uma expressão sorridente, são descendentes de antigos gatos britânicos que devem ter sido originados em Cornwall, mas acabaram em Cheshire, levados com os humanos. Lewis Carroll poderia facilmente ser familiarizado com esses gatos e seus “sorrisos” devido ao tempo em que viveu em Cheshire.

Queijo:
Lewis Carroll, verdadeiro nome de Charles Lutwidge Dodgson, nasceu e cresceu no vilarejo de Cheshire, em Daresbury, até os 11 anos. Ele teria visto normalmente os queijos locais que eram moldados em várias formas de animais – uma delas era a de um gato que sorria. Essa é uma das teorias mais populares sobre o Gato que sorri criado por Carroll.

Tabuletas:
Outra das teorias principais é a de que havia um pintor de tabuletas em Cheshire que pintou leões sorrindo nas tabuletas de hospedarias da região. Essas tabuletas com leões e leopardos pintados eram comumente referidas como “gatos”.

Entalhaduras:
Joel Birenbaum publicou em 1992 uma grande descoberta. Numa visita à St. Peter’s Church, em Croft-on-Tees, onde o pai de Carroll era pároco, Birenbaum notou, na parede leste do coro, uma entalhadura na pedra da cabeça de um gato, flutuando no ar cerca de um metro acima do piso. Quando se ajoelhou para melhor observá-la e olhou para cima, a boca do gato apareceu como um largo sorriso. Outro caso é em um vilarejo à leste de Cheshire, chamado Pott Shringley, aonde uma igreja do século XIII também tem uma entalhadura na parede perto do púpito. Será que foi também vista pelo jovem Carroll?

Bobo da Côrte:
Houve certa vez um bobo de nome Cat Kaitlin, vindo de Cheshire, e como as pessoas queriam ser tão alegres como ele parecia ser, o termo “sorrir como um gato de Cheshire” foi atribuído a ele. Esforços para descobrir se realmente existiu tal bobo não trouxeram resultados, portanto essa é a explicação menos provável.

Jogo de Tabuleiro:
Uma possibilidade interessante – e bastante provável – é que Carroll conhecia os “sorrisos” dos gatos da raça British Blue e incorporou isso a um jogo de dados que ele inventara para divertir suas amiguinhas. Ele fez referências fantásticas para coisas que seriam familiares para as crianças – e por isso seu jogo se tornou “Alice’s Cheshire Cat”. Conforme o jogo progredia no tabuleiro a cabeça do gato gradualmente desaparecia, sobrando apenas o sorriso.

Enfim, o Gato de Cheshire de Carroll continua intrigando a todos, e possivelmente ainda irá render muita especulação e muito estudo para descobrir a sua origem. Eu pretendia colocar imagens mostrando o tal queijo ou a entalhadura na parede (essa eu já vi) e outras coisas, mas já é tarde e eu quero dormir, e está sendo bastante difícil encontrar tais imagens (também não lembro aonde eu vi as da entalhadura). Farei isso outra hora…

As informações foram retiradas e traduzidas de Annotated Alice e Purr-n-Furr UK: Lewis Carroll’s Cheshire Cat.

Um Chá Genial

setembro 9, 2007

M. E. Jones, em seus estudos feitos em 1928 sobre Alice, sustentados em vários princípios da sabedoria, afirma que o Chapeleiro, a Lebre de Março e o Caxinguelê, ao invés de loucos, pode ser na verdade gênios. Ele escreve que não existe diferença entre a genialidade e a insanidade, pois ambas são anormalidades da mente humana. De acordo com a sua definição, a única diferença entre essas patologias é que, quando ela é diagnosticada antes que se justifique, é insanidade; caso seja diagnosticada depois que se justifique, é genialidade.

A Genius Tea PartyJones também afirma que os três personagens representam na verdade deviries da própria Alice, ou seja, são outros “eus” da menina. Conforme as conversas vão acontecendo durante o capítulo Um Chá Maluco nota-se que Alice fica cada vez mais confusa, pois os personagens loucos (ou gênios?) lhe propõem questionamentos nonsense e uma lógica completamente diferente da que a menina (e nós) temos por normal/correta. Um bom exemplo é a história que o Caxinguelê conta, pois Alice o questiona diversas vezes, e só recebe respostas contra as quais não se pode argumentar:

“Era uma vez três irmãzinhas”, começou o Caxinguelê, muito afobado; “e elas se chamavam Elsie, Lacie e Tillie; e moravam no fundo de um poço…”

“O que elas comiam?” perguntou Alice, sempre muito interessada no que dizia respeito a comer e beber.

“Comiam melado”, respondeu o Caxinguelê, depois de pensar um ou dois minutos.

[…]

[Alice perguntou] “Por que moravam no fundo de um poço?”

Mais uma vez o Caxinguelê levou um ou dois minutos pensando e depois disse: “Era um poço de melado.” [CARROLL, 2002: 72-3]

Esse tipo de discussão acontece durante todo o capítulo, portanto para Alice fica difícil chegar a uma conclusão. Noutro momento ela pergunta ao Caxinguelê por que as meninas tiravam do poço coisas que começam com M e a Lebre simplesmente questiona Alice “por que não?” Esse tipo de questionamento em que a pequena heroína só recebe mais questões como respostas simboliza o conhecimento de Alice, e as suas próprias dúvidas são metaforizadas com as freqüentes mudanças de lugar na mesa do Chá, sendo que Alice sempre fica com um prato e uma xícara já usados, sujos.

O estudo de M. E. Jones é muito mais ambicioso do que este post pretende ser, e por isso eu paro por aqui. Mas, pra finalizar, releia (ou leia) o sétimo capítulo de As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, mas dessa vez com um olhar mais crítico, desligue-se da lógica e da realidade e passe a pensar como o trio biruta. Você vai notar que tudo que os personagens falam no capítulo faz sentido. Então talvez não sejam eles os loucos.

p.s.: Talvez eu não tenha concluído bem esse post, mas é que eu to morrendo de sono e não consigo raciocinar mais tão bem… =)

Chop Off With Their Heads!

setembro 6, 2007

OFF WHITH THEIR HEADS!É. Isso mesmo!

Parece brincadeira, mas toda quinta-feira depois da orientação ag fica meio perdido. Viemos assim do primeiro semestre, mas por conversas que não davam em nada e pessoas que não entendiam que não ia dar em nada, tanto que não estão conosco nessa segunda fase.

Cada dia que passa parece que eu e o Flávio entramos sim pela toca do coelho e encontramos o nosso País das Maravilhas. Em alguns momentos ele é muito maravilhoso, em outros, um caos total e ainda por cima brigamos com o tempo. Só falta um gato aparecendo e sumindo pra gnt perder a noção do real de verdade.

Hoje, por fim, depois de um mês de orientação, os professores falando que estava tudo bem e que estávamos adiantados, decidem que a proposta de design (onde está tudo explicadinho o que vamos fazer, com objetivos e porquês) será para daqui 2 semanas! E decidem também que devemos rever o “recheio do bolo”do nosso trabalho. É mole?

Ainda bem que estávamos programando um feriado cheinho de livros na companhia do nosso filhinho de papel (a.k.a. projeto teórico).

Enfim. É um verdadeiro País das Maravilhas. Mas eu não vejo a hora de encontrar o Jardim Fantástico.

Nessas horas que eu me pergunto: Cadê a Lagarta?

Muscardinus avellanarius

setembro 6, 2007

Eu to morrendo de sono! Faz horas que estou escrevendo a Proposta de Design que tem que ser apresentada hoje (já se passa da meia-noite), e estou bebendo uma caneca enorme de chá. Como minha cabeça já ta funcionando igual a um relógio quebrado, parei pra postar algo aqui.

Pensei (ainda consigo fazê-lo) que to com sono, bebendo chá, poxa… conheço alguém assim. Caxinguelê, Leirão, não importa… me refiro ao dormouse que insiste em tirar uma soneca, mesmo com a quizumba que a Lebre e o Chapeleiro fazem durante o chá! Então quis postar sobre ele. A fonte é Annotated Alice do Martin Gardner.

Dormouse britânico

O dormouse é um roedorzinho muito do batutão cujo nome vem do latim dormire que ta associado ao fato de ele tirar uma bela de uma soneca durante todo o inverno, tambem chamada de hibernação. Como o dormouse tem habitos noturnos, mesmo durante o mês de maio (é quando se passa a aventura de Alice) ele fica com aquele sonão danado que tá me pegando agora também…

Infelizmente o dormouse britânico é uma espécie em extinção… e se eu não for dormir logo, também serei.  Mas olhem só como o dormouse é fofinho! Eu quero um! Diz-se que as crianças da Inglaterra vitoriana costumavam ter dormice (plural de dormouse, tá?) como bichinhos de estimação, e que elas os guardavam dentro de bules de chá cheios de capim ou feno!

Animação de “Alice no País das Maravilhas”

setembro 4, 2007

é antigo, mas tá valendo!

é bem legal, rápido e informa também!

essa animação é pra que quer entender a história do País das Maravilhas bem por cima, mas bem por cima mesmo!

no meio da animaçãozinha dá até pra interagir com alguns elementos do cenário!

as ilustrações são bem originais!

alice_animacao

mas recomendamos sim, o original.

No nosso trabalho, o que mais usamos foi a versão do Martin Gardner, que é comentada e muuito interessante. Além de ser considerada a melhor tradução atual de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho.

A História do Poço…

setembro 3, 2007

“Conte-nos uma história!” disse a Lebre de Março.
“Conte, por favor!” implorou Alice.
“E trate de ser rápido”, acrescentou o Chapeleiro, “ou vai dormir de
novo antes de terminá-la.”
“Era uma vez dois irmãozinhos”, começou o Caxinguelê, muito afobado;
“e eles se chamavam Flávio e Mariana; e moravam no fundo de um
poço…”
“O que eles comiam?” perguntou Alice, sempre muito interessada no que
dizia respeito a comer e beber.
“Comiam café e nutella”, respondeu o Caxinguelê, depois de pensar um ou dois minutos.
“Não pode ser”, Alice observou gentilmente; “teriam ficado doentes.”
“E quase ficaram”, disse o Caxinguelê; ” quase ficaram muito doentes.”
Alice tentou imaginar como seria viver dessa maneira tão extraodinária, mas isso a deixou confusa demais, e ela foi adiante: “Mas por que moravam no fundo de um poço?”
“Tome mais um pouco de chá”, a Lebre de Março disse a Alice, de maneira muito sincera.
“Como ainda não tomei nenhum”, Alice respondeu num tom ofendido, “não posso tomar mais.”
“Você quer dizer que não pode tomar menos”, falou o Chapeleiro; “é muito fácil tomar mais do que nada.”
“Ninguém pediu a sua opinião”, disse Alice.
“Quem está fazendo comentários pessoais agora?” perguntou o Chapeleiro, triunfante.
Como não soube muito bem o que responder a isso, Alice se serviu de um pouco de chá e pão com manteiga, em seguida virou-se para o Caxinguelê e repetiu sua pergunta: “Por que moravam no fundo de um poço?”
Mais uma vez o Caxinguelê levou um ou dois minutos pensando e depois disse: “Era um poço de café e nutella.”
“Isso não existe!” Alice estava começando a dizer, muito irritada, mas o Chapeleiro e a Lebre de Março fizeram “psss! psss!” e o Caxinguelê observou amuado: “Se não pode ser educada, é melhor você mesma terminar a história.”
“Não, por favor continue!” Alice disse muito humildemente. “Não vou interromper de novo. Vou fazer de conta que existe um.”
“Um, francamente!” disse o Caxinguelê, indignado. Mesmo assim, consentiu em continuar. “Então esses dois irmãozinhos… eles estavam aprendendo a tirar, entendem…”
“Atirar no quê?”, perguntou Alice, completamente esquecida de sua promessa.
“A tirar café e nutella”, disse o Caxinguelê, desta vez sem pestanejar.
“Quero uma xícara limpa”, interrompeu o Chapeleiro; “vamos avançar um lugar.”
Enquanto falava, passou para a cadeira seguinte e o Caxinguelê o acompanhou; a Lebre de Março passou para o lugar do Caxinguelê, e Alice, muito a contragosto, tomou o lugar da Lebre de Março. O Chapeleiro foi o único que tirou algum proveito da mudança e Alice ficou bem pior que antes, pois a Lebre de Março tinha acabado de virar a leiteira no seu prato.
Como não queria ofender o Caxinguelê de novo, Alice começou com muita cautela. “Não consigo entender. De onde tiravam café e nutella?”
“Pode-se tirar água de um poço d’água”, disse o Chapeleiro; “portanto você deveria admitir que se pode tirar café e nutella de um poço de café e nutella… não, sua burra?”
“Mas eles estavam dentro do poço”, disse Alice ao Caxinguelê, preferindo desconsiderar essa última observação.
“Claro que estavam”, disse o Caxinguelê, “bem no fundo.”
Esta resposta confundiu tanto a pobre Alice que ela deixou o Caxinguelê continuar por algum tempo sem interromper.
“Eles estavam aprendendo a tirar”, prosseguiu o Caxinguelê, bocejando e esfregando os olhos, pois estava ficando com muito sono; “e tiravam todo tipo de coisa… todo tipo de coisa que começa com M…”
“Por que com M?” perguntou Alice.
“Por que não?” quis saber a Lebre de Março.
Alice se calou.
A essa altura o Caxinguelê fechara os olhos e estava voltando a cochilar; mas, a um beliscão do Chapeleiro, despertou com um guinchinho e continuou: “…que começa com M, como multimídia, e mouse, e metáfora, e memória, e multiplicidade… como quando se diz ‘que um dos elementos da hipermídia é a multiplicidade’… já viu coisa parecida com tirar uma multiplicidade?”
“Ora, agora você me pergunta”, disse Alice, confusíssima. “Não penso…”
“Nesse caso não dedveria falar”, disse o Chapeleiro.
Essa grosseria foi mais do que Alice podia suportar: levantou-se revoltadíssima e foi embora.

Brincadeiras e estorinhas a parte… a vontade que dá é de levantar e ir embora mesmo! Eu e o Flá estávamos bem no fundo do poço! Nada das coisas que começavam com M que a gente tirava do poço não fazia sentido pros professores… quase adoecemos, ficamos muito mal mesmo… mas aí resolvemos tirar do poço um Mapa Mental! E o que acontece é que de fato foi a nossa salvação… e voltamos à superfície novamente! AEEE!!
Agora com tudo explicadinho, fica mais fácil dos professores entenderem essas Mil coisas que passam dentro dessas cabecinhas que tanto pensam e tanto trabalham aqui!

Agora nosso trabalho vai que vai! País das Maravilhas que nos aguarde!

PS: trecho modificado a partir do capítulo “Um Chá Muito Louco”.

Alice no Japão

setembro 2, 2007

Todo mundo sabe que o Japão tem características culturais (e isso inclui visuais) muito marcantes, e ainda mais nos últimos anos que a cultura japonesa tem invadido o ocidente com o sushi e os animes e mangás (desenhos e quadrinhos japongas). Eu particularmente não sou nada fã de animes e nem de mangás, mas esse vídeo eu precisava muito publicar aqui!

Alice no País das Maravilhas virou desenho animado japonês! E pela aparência do desenho, deve ser bastante do velho esse aí… Aí me ocorrem duas perguntas: primeiro, como se fala Alice in Wonderland em japonês! Segundo, que diabos de estórias devem acontecer nesse desenho, já que é uma série?! É de se pensar… mas meu preconceito me arrisca a dizer que as coisas que acontecem não são nem de longe algo que o Lewis Carroll criaria. Mas eu acho que vou deixar meu preconceito de lado e tentar encontrar algum episódio desse desenho (em inglês pelamordedeus) e aí eu tiro minhas conclusões.

Se alguém encontrar os episódios, por favor comente… Abrass