Archive for novembro \28\UTC 2007

O cactus de Lewis Carroll

novembro 28, 2007

BoojumA península Baja, que é uma extensão de terra (bastante grande) q, digamos, se soltou do México ha uns quinze mil anos, é pertencente ao Estado da Califórnia (já q ela fez o favor de desgrudar do Mexico e subir no mapa) e, graças a essa “locomoção” a regiao aumentou a temperatura ao longo dos milenios e isso fez com q suas grandes florestas de pinheiros se transformassem em desertos! E é aí que entra o Lewis Carroll nessa historia! Pq graças a essa mudança “rápida” de temperatura, mais a subida no nivel do mar (q transformou de fato Baja em uma peninsula), os animais e as plantas de Baja começaram a evoluir e se adaptar de formas bizarras! E uma dessas adaptações é de uma especie de cactus, Fouquieria columnaris, chamada pelo nome de Boojum! Boojum é um cactus bastante bizarrento, ele é todo contorcido e diferente de qualquer planta q eu ja vi! Quem conhece as obras de Lewis Carroll sabe que Boojum está em “The Hunting of the Snark” (A Caça ao Turpente). Um fato curioso é que The Hunting of the Snark surgiu exatamente com o Boojum! Lewis Carroll teve a ideia para o seu livro enquanto passeava, num dia de verão, quando surgiu na sua cabeça a frase: “The Snark was a Boojum, you see“, e a partir dessa frase ele criou sua obra. Se o Snark é um Boojum, sua vítima desaparece súbita e suavemente, e nunca mais é vista. Em Sylvie and Brunoo Boojum é mencionado numa curta passagem: “Once upon a time there was a Boojum -” the Professor began, but stopped suddenly. “I forget the rest of the Fable,” he said. “And there was a lesson to be learned from it. I’m afraid I forget that, too.”

Enfim, oq eu queria mostrar aqui é o cactus, porque eu achei mto legal darem pra ele o nome de Boojum, porque essa palavra foi criada por Carroll, e tb porque o cactus eh bizarro e legal!

p.s.: procurando pelo trecho em portugues d’A Caça ao Turpente (q, diga-se de passagem, eu nao encontrei) , acabei esbarrando nesse site: TURPENTE

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Recriando a ilusão da vida

novembro 24, 2007

Sabe oq eu lembrei? Eu postei sobre o remake de Alice q a Disney vai fazer com o Tim Burton (aka post de baixo) e nele vai ser usado o tal do performance-capture imagery, q eu ateh expliquei mais ou menos oq eh… como vai ser em 3D, entao esse processo vai ser usado com ctz da msm maneira q foi feito com O Expresso Polar, com Casa Monstro, com Bewolf e outros…

Só que o performance-capture, apesar de ser uma tecnologia recente (pro 3D, obvio), é um processo usado ja ha mto tempo, inclusive pelos estudios da Disney! Aí é q vem o motivo desse post: eu lembrei que no dvd da Edição Especial de Alice no País das Maravilhas tem um documentário q conta cm q o desenho foi produzido, e nele aparece o bendito performance-capture imagery!!! Como eh q eu nao lembrei disso antes?! Aí procurei no youtube (pq meu pc nao captura imagem de dvd) e achei… o documentario tem 10 minutos e chama “Operation Wonderland”. Reparem como os animadores de Alice (fazendo a maior cara de bobos) “imitam” a atuação dos atores nas cenas. É recriar a ilusão da vida! Ou pelo menos eh oq Walt Disney quer q vc acredite… enfim, assista.

Burton no País das Maravilhas

novembro 19, 2007

Tim BurtonEu ja tinha me animado com o fato d q Marilyn Manson ta produzindo a sua versão d Phantasmagoria (apesar de q nao sou fã dele, mas ainda assim espero q esse seja um otimo filme), e agora to ainda mais animado pq a Disney quer Tim Burton pra fazer um novo Alice in Wonderland! ANIMAL! Eu ja fico imaginando o nonsense de Lewis Carroll com o “estilo Burton”!

O filme vai ser animação em 3D feita com performance-capture imagery, que eh um processo em que se filma atores com pontos sensiveis colados no corpo e no rosto e aí joga isso no computador e coloca o boneco 3D com oq foi filmado… o que significa que haverão atores… oops, acho q esse filme vai ter Depp em algum papel importante, alguem duvida?

Burton’s Alice in Wonderland (cm o filme ta sendo chamado)  começa a ser produzido em maio do ano que vem, e tenho ctz q vai ser mais um dakeles filmes q todo mundo conta os dias pro lançamento!

Resta esperar… talvez um cochicho no ouvido do Tempo e as horas, dias e meses se passem num piscar de olhos!

Betty in Blunderland

novembro 9, 2007

Entre umas conversas de TCC e outras estavamos, Flávio e eu conversando sobre Betty Boop. A mãe dele curte. Eu não. Nem a minha. Enfim…

MUITA gente faz muita coisa inspirada na nossa amiguinha Alice. Sempre tem uma nova: macabro, psicodélico, pornô, alucinógeno, bizarro, game, site, animação, músicas, livros (!), dobraduras, peça de teatro, filmes e por aí vai…

Inclusive nossa idéia… não mais idéia e sim conceito é fazer um site e transcrever nele a essência do conto para o meio hipermidiatico. A-hann.. ficou curioso, né? Mas isso eh assunto pra outro post.

Mas o que tem a ver Betty Boop com adaptações, Tia Mabs? Se vc eh um leitor esperto ja sabe que estamos falando de uma bizarrolhice bem bonitinha e velha.

Fuçando no YouTube achei esse video de 1934… é PB e tem 7 minutinhos!

Segundo WIKI, a pensadora:

“Betty cai no sono enquanto montava um quebra-cabeças de um Coelho Branco. Ela “acorda” em tempo de perseguir o Coelho Branco através do espelho para um País das Maravilhas moderno. Betty conhece a maioria dos habitantes tradicionais do País das Maravilhas e canta “How Do You Do” (no tom de “Everyone Says I Love You”) para eles. Quando o Jabberwocky sequestra Betty, todos vão ao seu resgate. Betty acorda de volta na sua sala de estar, em tempo de impedir que o Coelho Branco escape novamente do quebra-cabeças.”

Enfim… Adaptações… Alice..! éé… Nosso querido tema!

Alice e Psicodelia

novembro 6, 2007

Poster Disney 1974Seria difícil negar que os livros de Alice tiveram um tremendo impacto sobre a musica psicodélica e a cultura pop no fim dos anos 60. A mais conhecida é White Rabbit, da banda Jefferson Airplane, que figurou alguns dos momentos mais viajados dos livros de Carroll. Alice se tornou um ícone da geração de 60, comendo cogumelos que a faziam crescer (ou ficar alta!) e inocentemente beber líquidos desconhecidos de garrafas etiquetadas somente com Beba-Me.
The Annotated Alice, de Martin Gardner, buscou desvendar os significados das passagens e personagens de Carroll, e se tornou um bestseller. A BBC, em 1966, colocou ao ar um Alice in Wonderland dirigido por Jonathan Miller, com uma bela sítara tocada por Ravi Shankar (George Harrison aprendeu sítara com ele); ele tocou os aspectos desorientantes e incômodos da estória. A famosa versão de Walt Disney foi relançada nos cinemas em 1974 com um poster promocional que imitava os designs psicodélicos dos pôsteres de shows de Haight-Ashbury. John Lennon era um fã declarado de Carroll e seu maior tributo foi, talvez, I am the Walrus, entitulada através da história d’A Morsa e o Carpinteiro contada por Tweedledum e Tweedledee no capítulo 4 de Através do Espelho. Bandas desconhecidas de rock psicodélico, ansiosos por se infiltrar em algum tipo de referência à cultura das drogas para ganhar alguma legitimidade hippie às letras de suas músicas, inevitavelmente colocavam assuntos de Alice, normalmente para algum efeito impressionante, como nas músicas das bandas Frumious Bandersnatch e Boeing Duveen & the Beautiful Soup, ambas que se nomearam com versos carrollianos.

Clicando no link você faz o download de um “pacote especial” de musicas psicodélicas que tratam de Alice no tema. Claro que nao estão todas aí (eu tenho mais no meu pc) mas tem muuuita coisa boa! ALICE PSICODÉLICA <—- thx to Eletric Sailor