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O Depoimento de Alice

julho 13, 2008

Não é bem da Alice, mas foi por causa dela que nós começamos toda essa brincadeira.

Enfim.. quase um ano depois de começarmos o blog, quase seis meses depois da nossa apresentação, venho aqui – finalmente – contar como foi nossa saga.

Começamos nosso TCC, por um lado, motivados e super alegres pois era o tema que queríamos fazer o nosso querido Trabalho de Conclusão de Curso. Desde o terceiro semestre da faculdade decidimos que era Alice que iriamos discutir durante o ultimo ano de faculdade (os primeiros 6 meses a parte teórica e os ultmos 6 meses, a parte prática).

Por outro lado, estávamos extremamente chateados (para não dizer p***s), com as mancadas, desentendimentos e descomprometimento do restante do grupo com o trabalho. Para quem pegou o blog na metade do caminho, talvez não saiba, mas nosso grupo tinha seis pessoas, que achávamos que conhecíamos muito bem e pareciam capacitadas para fazer o trabalho junto conosco, mas isso ficou provado, não só pelo fato de nós (eu e Flávio), termos coragem o suficiente para deixá-los para trás e fazer o TCC em dupla – o que é totalmente contra o regulamento da nossa faculdade (inclusive tivemos que assinar um documento, falando que, teoricamente, estávamos nos responsabilizando pela nossa DP) – mas também pela irresponsabilidade dos restantes, que, uma semana antes da apresentação desistiram da faculdade (sim, UMA semana… Sete dias).

Enfim.. sabíamos que o andamento do trabalho nao seria nada fácil. Afinal estávamos em dois e ainda tinhamos as horas de estágio para completar. O trabalho deu as maiores reviravoltas imagináveis. O curso: Design com Habilitação em Tecnologias Digitais e Interativas.. por aí já dá pra perceber as inumeras e restritas possibilidades que tínhamos.

A primeira idéia que tivemos – ainda nas férias –  foi fazer trabalhos com Paper Toys (o Zorze, ali do lado é um exemplo). Para isso, fizemos MUITA, mas MUITA pesquisa… não era só fazer uma coisa bonitinha e interativa para ficar na web.. tinha que ter a ver com o conceito do trabalho.. que na nossa visão era: A história de Alice era só conhecida na superfície e nós iríamos desvendar o interior dela.. por isso os toys iriam ter duas faces.. a externa como é conhecida pelo geral e a interna, a nossa versão. Conhecemos pessoas MUITO legais, inclusive Carlo Giovani, que trabalha só com isso. Vocês já devem ter visto muitos trabalhos dele por aí, na abertura do Gordo Freak Show, em revistas da Editora Abril e da MTV, na Banca de Camisetas, comercial da Elma Chips e também em um série especial para o Fantástico, da Rede Globo. Super simpático e prestativo, ele abriu o estudio dele para nós e nos ajudou muito. Nos ensinou sobre como o papel funciona, como ele começa o projeto dos toys e deu uma pancada de livros para ag estudar. Acompanhamos uma parte do projeto da Banca de Camisetas e conhecemos o Zorze também. Fizemos tudo direitinho, mas nossos orientadores não curtiram a idéia. Tivemos que abandonar a idéia e partir para outra. Afinal, não dava para ficar pensando na morte da bezerra enquanto o tempo passava.

Mudamos de idéia radicalmente e decidimos fazer montagens. Montagens normais, mais muito bem feitas (que eu ia colocar a uma foto aqui para vocês verem, mas eu não sei aonde eu coloquei o CD!). Mas foram as imagens que colocamos na proposta de design (ver AND THAT IS HOW DESIGNERS DO!). Estava tudo lindo!

Mas descobrimos depois que estávamos “presos ao horizonte”. Poxa! Mas que coisa! Agora tinha que ser tudo sem cima, sem baixo, sem lados, sem pé, sem cabeça, sem nexo, sem noção, sem sentido, porém nonsense! Mais noites sem dormir, mais idéias no papel, mais estudos no computador, mais cansaço, mais motivação, mais vontade de terminar e de fazer o nosso melhor (o que ag normalmente faz). Só que ag travou. Travou mesmo. Nós estávamos fazendo coisas legais, mas não no nível que os professores costumavam ver nossos trabalhos.

Faltavam mais ou menos duas semanas para a finalização do trabalho. A parte digital nao estava pronta. Nem a gráfica. Nem os painéis. Nem o artigo científico. Mas ag tava indo! O visual estava indo tb, ficando bonito, mas não 100%. Ainda precisávamos fazer o Plano de Negócios, o que é basicamente criar uma empresa (fictícia), para que, se algum bobo do grupo quiser montar uma empresa um dia depois da apresentação, pode, porque já está tudo encaminhado. Fizemos então a DOT DESIGN (logo ao lado tbm!), escolhemos um lugar pra ela funcionar, quanto funcionarios ia ter, elaboramos uma identidade visual, fizemos varias planilhas, com custos de equipamentos, funcionarios, materiais e tudo o que é possivel para se abrir uma empresa. Afinal, isso era 20% a mais ou a menos da nota do TCC!

Também precisávamos fazer uma peça gráfica, escolhemos então explorar os diversos tipos de papel (vocës não imaginam quantos ag conseguiu). Então fizemos uma peça meio maluca, com um monte de papel, que o usuário (sim, pode ser vocë tbm!), pode pegar vários tipos de papel (fosco, laminado, brilhante, transparente, com imagem, com texto, com sombra) e colocar do jeito que quiser. Montando sua propria historia, que faz sentido pra vocë. Nao necessariamtene para o outro, mas para vc faz. Isso tem um quê de nonsense.

Finalizamos o visual. Finalizamos a peça gráfica. Finalizamos o plano de negócios. Finalizamos os painéis (que não foram tão trabalhosos quanto ag imaginava). O site estava 99.9% finalizado. Aliás. Ainda está.. porque como a nao entende de PHP nem de ASP, ag foi sincero com os professores e falamos que nao ia rolar.

Chegamos no dia da apresentação. Dia 07 de Dezembro de 2007!

Éramos o segundo grupo a apresentar. Porém o outro grupo (que fez sobre Cidade de Deus), atrasou, então tivemos que ser os primeiros (afinal, só tinham 4 grupos na sala, como um ja tinha apresentado e outro havia desistido.., tchanam! sobrou pra nós!). Daí foi!

Medo demais. Ansiedade demais. Todos os professores ali. Olhando pra gente. Ag não sabia o q eles iam achar. Ag nao sabia como ia ser. Ag só queria terminar a apresentação e sentar na frente deles pra ver o que ia ser!

O Flávio fez a apresentação certinha. Eu fiquei no computador. Tudo beeeem que eu tava nervosa e dei uns clicks sem querer e acabei mudando de página! Mas abafa. =P

Quando chegamos ao final, esperamos o veredito:

Primeiro foi o professor Alvaro Gregorio, que dava Plano de Negócios. Ele falou muito bem do trabalho online e do offline também. Gostou do visual, da interatividade, do funcionamento, do geral! E falou pra todo mundo ouvir que nosso plano de negócios estava perfeito. Tanto no formato quanto no  conteúdo, que finalmente alguem tinha feito bem feito! AE! E o ego foi pro alto, né!?

Depois foi o professor de Direção de Arte, Alvaro Guillermo. Ele que nos amparou nos momentos de tristeza e que nos deu embalo pra continuar quando ag pensou que nao ia conseguir. Enfim. Ele começou fazendo uma comparação entre nós e a delegação da Africa do Sul nas Olimpíadas. Sabe quando está na cerimônia da abertura, que entram todas as delegações, daí chega aquela com pouquissimas pessoas? E depois nos jogos, você fica torcendo pra eles ganharem pq eles sao a unica esperanca de levarem o titulo pra casa? Então! Ag foi mais ou menos assim! Ele disse que ag foi bem fiel ao nosso trabalho e que estava torcendo por nós. Tudo estava certinho e que a faculdade teria que ver os conceitos de formação de grupo…

Daí foi a vez da Mércia, professora de Web (xi.. desculpa! não lembro o nome da matéria). Ela também elogiou bastante e só perguntou se ag nao sabia fazer site em fullscreen! Claro que ag sabe! Ag só nao quis colocar! =P

Dos orientadores e da cordenadora do curso que veio a maior surpresa! Eles elogiaram também! Só criticaram que nos cds nao estavam nossos nomes! Bobinhos! Mas o restante eles gostaram bastante também. Falaram dos nossos altos e baixos, que ag é criativo e tal.. que ag não deixou se abalar e tal! Foi muito bom ouvir isso deles. Era deles que ag estava com mais medo. E no final deu tudo certo!

Uma semana depois veio a nota e, depois dessa banca, ag só esperou concluir a faculdade. e para nossa surpresa, olha só: concluímos! Agora somos designers! E muito felizes! E com muito orgulho! E com muito suor!

Tanto que nos formamos que nao temos mais vida, nem tempo pra nada. Dia de semana, ag trabalha. Final de semana, ag faz freelas. Para vocês verem, esse ano nós só nos encontramos na colação de grau! É tá difícil! Falando nisso, miiil desculpas pela demora! Quase seis meses! Ninguém merece mesmo MAAAL! Todo mundo vai ganhar chocolate agora!

Enfim! Vocës querem é saber do nosso trabalhinho lindo do coração que transformou ag em gente grande, ne!? Poisé. ele se chama Alisense um pormenteau (ver Portmanteau) de Alice com Nonsense.

Estava disponivel num dominio proprio, porém, expirou e agora está no meu dominio www.marianatoledo.com/alisense

Esperamos que vocês gostem. Qualquer comentário do site, por favor, aqui… porque na parte de contatos do proprio site ag nao recebe – mesmo!

Se você chegou até aqui, parabéns! Acho que eu nao conseguiria ler tudo isso!

Mas muito, muito, muuuuito obrigada mesmo por todo o apoio que vocës deram para nós! Pode não parecer, mas vocês também faziam ag querer continuar nas horas que ag achava que não dava mais!

Valeu pelo apoio!

O projeto é continuar o blog.

No próximo post eu faço um apanhadão dos filmes que ag postou aqui e não passou o link pra vocês!

BEEEEIJO!!!

Betty in Blunderland

novembro 9, 2007

Entre umas conversas de TCC e outras estavamos, Flávio e eu conversando sobre Betty Boop. A mãe dele curte. Eu não. Nem a minha. Enfim…

MUITA gente faz muita coisa inspirada na nossa amiguinha Alice. Sempre tem uma nova: macabro, psicodélico, pornô, alucinógeno, bizarro, game, site, animação, músicas, livros (!), dobraduras, peça de teatro, filmes e por aí vai…

Inclusive nossa idéia… não mais idéia e sim conceito é fazer um site e transcrever nele a essência do conto para o meio hipermidiatico. A-hann.. ficou curioso, né? Mas isso eh assunto pra outro post.

Mas o que tem a ver Betty Boop com adaptações, Tia Mabs? Se vc eh um leitor esperto ja sabe que estamos falando de uma bizarrolhice bem bonitinha e velha.

Fuçando no YouTube achei esse video de 1934… é PB e tem 7 minutinhos!

Segundo WIKI, a pensadora:

“Betty cai no sono enquanto montava um quebra-cabeças de um Coelho Branco. Ela “acorda” em tempo de perseguir o Coelho Branco através do espelho para um País das Maravilhas moderno. Betty conhece a maioria dos habitantes tradicionais do País das Maravilhas e canta “How Do You Do” (no tom de “Everyone Says I Love You”) para eles. Quando o Jabberwocky sequestra Betty, todos vão ao seu resgate. Betty acorda de volta na sua sala de estar, em tempo de impedir que o Coelho Branco escape novamente do quebra-cabeças.”

Enfim… Adaptações… Alice..! éé… Nosso querido tema!

Yes! Fomos Favoritados!

outubro 24, 2007

O Favoritos é um blog super master batuta, escrito pela Luiza Voll, que traz coisas que você precisa ter nos seus favoritos (sim, aquela abinha ali em cima do navegador). Lá sempre tem algo muito legal pra se ver – inclusive algumas luzes do TCC vieram de lá.

A Luiza postou sobre o blog que aqui vos fala no dia 19 de outubro, na sessão Favoritos dos Leitores e no mesmo dia, o blog bateu record de audiência: mais de 150 visitas (!)!

Então.. se você ainda não conhece o Favoritos, dá um pulinho lá!

http://favoritos.wordpress.com

Sobre  o TCC: Estamos em produção mais do que acelerada, por isso que não estamos postando muito… mas em breve, teremos surpresinhas!

AND THAT IS HOW DESIGNERS DO!

setembro 27, 2007

ok… muito tempo sem postar devido ao tcc, é claro!

correria é apelido pras coisas que ag tem que fazer pra deixar nosso tcc lindo e cheiroso e ainda arcar com o plano de negócios AND aula de tipografia que ag não tá dando mta conta… mas ag já tá reembalando! =)

Agora que entregamos a proposta de design e os professores aprovaram, é seguir em frente na produção do site, do artigo científico, do plano de negócios, dos painéis A3 e da peça gráfica…. UFA! Tudo isso em menos de um mês!

Mas enquanto não finalizamos, vamos postando aqui o passo a passo do nosso dia-a-dia (já que esse é o propósito do blog, que foi pra proposta de design!) . Pra começar,algumas fotos da proposta de design!

Primeiro Passo: Leve o arquivo com 5 (cinco) propostas de design para a gráfica e deixe lá por cerca de 16horas até ele chegar no tamanho desejado (1,80m) .

1E80

Segundo Passo: Proteja o piso da sua casa. Afinal, o projeto precisa ser entregue 1 (huma) via separada da outra. Corte as tiras de forma precisa. Quando estiverem separadas, vá para o terceiro passo.

 CHAO

Terceiro Passo: Com um rolo de papel contact e uma flanela, faça uma laminação fosca em sua proposta. Lembrando: uma de cada vez, um lado de cada vez. Quando o rolo terminar, faltando1/2 (meia) proposta de design, corra na Kalunga mais próxima e, 40 minutos antes dela fechar, providencie o segundo rolo.

CONTACT

Quarto Passo: Deixe o Flávio sozinho colando a parte da frente com o verso. Também deixe ele refilando até as 6 horas da manhã!

SANFONA

Quinto Passo: Grave o CD (de preferência quadrado) e cole uma bolinha de EVA para ele não se soltar.

CD

Pronto! Se você seguiu todos os passos e foi caprichoso(a), provavelmente vai ter uma boa proposta de design. Agora com 1,60m aberta!

E assim ficou a nossa proposta!

PROPOSTA

O Jardim Maravilhoso!

setembro 21, 2007

Era manhã. Dia 13 de Setembro de 2007.

Um dia muito bonito e crucial para nós.

Ou a nossa proposta era aceita pelos professores ou simplesmente deixaríamos o nosso querido projeto de lado.

O orientador chegou primeiro, leu o trabalho:

“Melhorou Muito!” (BARBOSA, 2007)

Aorientadora chegou depois:

“Agora vocês fazem… Ah, já fizeram! Manda bala! Vai ficar ótimo!” (MARINHO, 2007)

E aí foi. Do dia 13 até o dia 19 fizemos uma linda Proposta de Design (peça gráfica que fala tudo o que vamos fazer no site e como tudo será apresentado).

Sumimos por razões de cumprimentos de prazos e fazer trabalhos muito lindos e bem feitos (como sempre fizemos).

Mais uma vez, valeu MUITO a pena. No próximo post, fotos e detalhes da produção da proposta! ;D

Chop Off With Their Heads!

setembro 6, 2007

OFF WHITH THEIR HEADS!É. Isso mesmo!

Parece brincadeira, mas toda quinta-feira depois da orientação ag fica meio perdido. Viemos assim do primeiro semestre, mas por conversas que não davam em nada e pessoas que não entendiam que não ia dar em nada, tanto que não estão conosco nessa segunda fase.

Cada dia que passa parece que eu e o Flávio entramos sim pela toca do coelho e encontramos o nosso País das Maravilhas. Em alguns momentos ele é muito maravilhoso, em outros, um caos total e ainda por cima brigamos com o tempo. Só falta um gato aparecendo e sumindo pra gnt perder a noção do real de verdade.

Hoje, por fim, depois de um mês de orientação, os professores falando que estava tudo bem e que estávamos adiantados, decidem que a proposta de design (onde está tudo explicadinho o que vamos fazer, com objetivos e porquês) será para daqui 2 semanas! E decidem também que devemos rever o “recheio do bolo”do nosso trabalho. É mole?

Ainda bem que estávamos programando um feriado cheinho de livros na companhia do nosso filhinho de papel (a.k.a. projeto teórico).

Enfim. É um verdadeiro País das Maravilhas. Mas eu não vejo a hora de encontrar o Jardim Fantástico.

Nessas horas que eu me pergunto: Cadê a Lagarta?

Animação de “Alice no País das Maravilhas”

setembro 4, 2007

é antigo, mas tá valendo!

é bem legal, rápido e informa também!

essa animação é pra que quer entender a história do País das Maravilhas bem por cima, mas bem por cima mesmo!

no meio da animaçãozinha dá até pra interagir com alguns elementos do cenário!

as ilustrações são bem originais!

alice_animacao

mas recomendamos sim, o original.

No nosso trabalho, o que mais usamos foi a versão do Martin Gardner, que é comentada e muuito interessante. Além de ser considerada a melhor tradução atual de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho.

A História do Poço…

setembro 3, 2007

“Conte-nos uma história!” disse a Lebre de Março.
“Conte, por favor!” implorou Alice.
“E trate de ser rápido”, acrescentou o Chapeleiro, “ou vai dormir de
novo antes de terminá-la.”
“Era uma vez dois irmãozinhos”, começou o Caxinguelê, muito afobado;
“e eles se chamavam Flávio e Mariana; e moravam no fundo de um
poço…”
“O que eles comiam?” perguntou Alice, sempre muito interessada no que
dizia respeito a comer e beber.
“Comiam café e nutella”, respondeu o Caxinguelê, depois de pensar um ou dois minutos.
“Não pode ser”, Alice observou gentilmente; “teriam ficado doentes.”
“E quase ficaram”, disse o Caxinguelê; ” quase ficaram muito doentes.”
Alice tentou imaginar como seria viver dessa maneira tão extraodinária, mas isso a deixou confusa demais, e ela foi adiante: “Mas por que moravam no fundo de um poço?”
“Tome mais um pouco de chá”, a Lebre de Março disse a Alice, de maneira muito sincera.
“Como ainda não tomei nenhum”, Alice respondeu num tom ofendido, “não posso tomar mais.”
“Você quer dizer que não pode tomar menos”, falou o Chapeleiro; “é muito fácil tomar mais do que nada.”
“Ninguém pediu a sua opinião”, disse Alice.
“Quem está fazendo comentários pessoais agora?” perguntou o Chapeleiro, triunfante.
Como não soube muito bem o que responder a isso, Alice se serviu de um pouco de chá e pão com manteiga, em seguida virou-se para o Caxinguelê e repetiu sua pergunta: “Por que moravam no fundo de um poço?”
Mais uma vez o Caxinguelê levou um ou dois minutos pensando e depois disse: “Era um poço de café e nutella.”
“Isso não existe!” Alice estava começando a dizer, muito irritada, mas o Chapeleiro e a Lebre de Março fizeram “psss! psss!” e o Caxinguelê observou amuado: “Se não pode ser educada, é melhor você mesma terminar a história.”
“Não, por favor continue!” Alice disse muito humildemente. “Não vou interromper de novo. Vou fazer de conta que existe um.”
“Um, francamente!” disse o Caxinguelê, indignado. Mesmo assim, consentiu em continuar. “Então esses dois irmãozinhos… eles estavam aprendendo a tirar, entendem…”
“Atirar no quê?”, perguntou Alice, completamente esquecida de sua promessa.
“A tirar café e nutella”, disse o Caxinguelê, desta vez sem pestanejar.
“Quero uma xícara limpa”, interrompeu o Chapeleiro; “vamos avançar um lugar.”
Enquanto falava, passou para a cadeira seguinte e o Caxinguelê o acompanhou; a Lebre de Março passou para o lugar do Caxinguelê, e Alice, muito a contragosto, tomou o lugar da Lebre de Março. O Chapeleiro foi o único que tirou algum proveito da mudança e Alice ficou bem pior que antes, pois a Lebre de Março tinha acabado de virar a leiteira no seu prato.
Como não queria ofender o Caxinguelê de novo, Alice começou com muita cautela. “Não consigo entender. De onde tiravam café e nutella?”
“Pode-se tirar água de um poço d’água”, disse o Chapeleiro; “portanto você deveria admitir que se pode tirar café e nutella de um poço de café e nutella… não, sua burra?”
“Mas eles estavam dentro do poço”, disse Alice ao Caxinguelê, preferindo desconsiderar essa última observação.
“Claro que estavam”, disse o Caxinguelê, “bem no fundo.”
Esta resposta confundiu tanto a pobre Alice que ela deixou o Caxinguelê continuar por algum tempo sem interromper.
“Eles estavam aprendendo a tirar”, prosseguiu o Caxinguelê, bocejando e esfregando os olhos, pois estava ficando com muito sono; “e tiravam todo tipo de coisa… todo tipo de coisa que começa com M…”
“Por que com M?” perguntou Alice.
“Por que não?” quis saber a Lebre de Março.
Alice se calou.
A essa altura o Caxinguelê fechara os olhos e estava voltando a cochilar; mas, a um beliscão do Chapeleiro, despertou com um guinchinho e continuou: “…que começa com M, como multimídia, e mouse, e metáfora, e memória, e multiplicidade… como quando se diz ‘que um dos elementos da hipermídia é a multiplicidade’… já viu coisa parecida com tirar uma multiplicidade?”
“Ora, agora você me pergunta”, disse Alice, confusíssima. “Não penso…”
“Nesse caso não dedveria falar”, disse o Chapeleiro.
Essa grosseria foi mais do que Alice podia suportar: levantou-se revoltadíssima e foi embora.

Brincadeiras e estorinhas a parte… a vontade que dá é de levantar e ir embora mesmo! Eu e o Flá estávamos bem no fundo do poço! Nada das coisas que começavam com M que a gente tirava do poço não fazia sentido pros professores… quase adoecemos, ficamos muito mal mesmo… mas aí resolvemos tirar do poço um Mapa Mental! E o que acontece é que de fato foi a nossa salvação… e voltamos à superfície novamente! AEEE!!
Agora com tudo explicadinho, fica mais fácil dos professores entenderem essas Mil coisas que passam dentro dessas cabecinhas que tanto pensam e tanto trabalham aqui!

Agora nosso trabalho vai que vai! País das Maravilhas que nos aguarde!

PS: trecho modificado a partir do capítulo “Um Chá Muito Louco”.

Resumo

junho 22, 2007

O presente trabalho discute algumas vertentes de sentidos encontrados no livro “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll, tendo como base análises desenvolvidas por estudiosos da obra, sendo posteriormente relacionadas em conjunto à estória de Carroll com o objetivo de demonstrar como e por que a hipermídia é a melhor forma para investigar todos esses aspectos e aprimorar o modo de percepção dos sentidos da narrativa.

—x—

Poisé.. esse é o resumo do nosso trabalho. Depois de 3 (sim, TRÊS) dias de revisão de texto, elaboração de layout, escolha de tipografias, paleta de cores, material, formato, ir na grafica, comprar material na kalunga e apanhar muuuito de uma segunda gráfica filha da mãe e ficar muuuito mais pobre do que o esperado (entenda 2 contas no vermelho… mas vermelho bem vivo, entende?), entregamos o nosso trabalhinho teórico AND fofo ontem. Em três partes: 9h ag ficou sabendo que teriam que ter mais TRÊS cópias em PB, corremos na gráfica, chegamos lá 10h, a maquina tava pifada, fomos na filial, eles ficaram ‘fazendo’ e ag ficou esperando ate 12h q eles viraram pra gente e falaram que nao ia dar. OBA! Onibus > Facul > Claudinha: Ok, entrega à tarde. Entregamos as 2 vias originais. Tecopy: só as 18h. Shopping: só as 15h. Enquanto imprime: Sanduíche do Homem Aranha (metade fez mal e a outra, mais mal ainda), Wii e Starbucks. Voltando na gráfica: coloca na ordem, refila, encaderna. Facul: entrega. 19h: falta mais uma cópia.. (OPA, mas nao eram TRÊS?) Eis que um membro sai de casa e pena novamente na gráfica e, sim, finalmente, as 22h36min, entregamos TODO nosso TCC! =)

Sim, suamos.

Sim, penamos.

Sim, comemos brigadeiro com café.

Sim, tomamos café com muito açúcar.

Sim, isso nos inspirou e nesse tempo ag fez as páginas mais piradas do trabalho.

Sim, ouvimos Killers, Libertines e Strokes mais do que o normal.

Sim, fomos dormir às 4h da manhã e acordar as 8h.

Sim, corremos.

Sim, perdemos o ônibus.

Sim, desmaiei!

Sim, entregamos! =D

Sim, gritei o nosso nome no estacionamento da faculdade pra desestressar!

Mas valeu a pena. o trabalho ficou a coisa mais linda que eu fiz na minha vida.

E provavelmente a coisa mais linda que os professores viram na vida deles.

Tsuper coloridão, tchananãs AND com conteúdo.

Compensou todo o esforço do semestre.

77 páginas de pura inspiração de Alice no País das Maravilhas.
E que venha o segundo semestre!

Quer mesmo ser designer?

junho 18, 2007

Vale a pena ler…


Só pra descontrair!