Archive for the ‘TCC’ Category

Alice e Psicodelia

novembro 6, 2007

Poster Disney 1974Seria difícil negar que os livros de Alice tiveram um tremendo impacto sobre a musica psicodélica e a cultura pop no fim dos anos 60. A mais conhecida é White Rabbit, da banda Jefferson Airplane, que figurou alguns dos momentos mais viajados dos livros de Carroll. Alice se tornou um ícone da geração de 60, comendo cogumelos que a faziam crescer (ou ficar alta!) e inocentemente beber líquidos desconhecidos de garrafas etiquetadas somente com Beba-Me.
The Annotated Alice, de Martin Gardner, buscou desvendar os significados das passagens e personagens de Carroll, e se tornou um bestseller. A BBC, em 1966, colocou ao ar um Alice in Wonderland dirigido por Jonathan Miller, com uma bela sítara tocada por Ravi Shankar (George Harrison aprendeu sítara com ele); ele tocou os aspectos desorientantes e incômodos da estória. A famosa versão de Walt Disney foi relançada nos cinemas em 1974 com um poster promocional que imitava os designs psicodélicos dos pôsteres de shows de Haight-Ashbury. John Lennon era um fã declarado de Carroll e seu maior tributo foi, talvez, I am the Walrus, entitulada através da história d’A Morsa e o Carpinteiro contada por Tweedledum e Tweedledee no capítulo 4 de Através do Espelho. Bandas desconhecidas de rock psicodélico, ansiosos por se infiltrar em algum tipo de referência à cultura das drogas para ganhar alguma legitimidade hippie às letras de suas músicas, inevitavelmente colocavam assuntos de Alice, normalmente para algum efeito impressionante, como nas músicas das bandas Frumious Bandersnatch e Boeing Duveen & the Beautiful Soup, ambas que se nomearam com versos carrollianos.

Clicando no link você faz o download de um “pacote especial” de musicas psicodélicas que tratam de Alice no tema. Claro que nao estão todas aí (eu tenho mais no meu pc) mas tem muuuita coisa boa! ALICE PSICODÉLICA <—- thx to Eletric Sailor

Anúncios

DOIS MIL HITS! EBA!!!

outubro 29, 2007

A gente já tinha visto que passamos de 2000 hits e queriamos agradecer muito q tds vcs continuam acessando o nosso blog, oq nos diz q, d uma forma ou d outra, o blog passa informação pra vcs, q eh oq a gente queria quando criou o Pela Toca do Coelho!

Poster

Aí eu fiquei pensando q devia postar algm coisa beem interessante, e eu ateh ja tinha umas ideias… mas aí uns empecilhos de TCC e uns shows de bandas internacionais acabaram atrasando o post e qdo eu vim aqui pra postar agradecendo vcs, eu abri o youtube e achei um video muito muito maravilhoso!!!

Talvez eu fique deslumbrado com as coisas q eu acho pq sou mto curioso, e pra quem passou uma infancia inteira soh conhecendo o desenho de Alice da Disney, encontrar varias outras produções eh fastasticante! Eh de boqueabrir o queixo!

Dessa vez, eh uma mistura de animação stop-motion com filme live-action. Live-action nao preciso explicar, é gente atuando mesmo… stop-motion eh uma tecnica bastante da velha em q vc move milimetricamente um objeto e fotografa, quadro a quadro, que quando passados de forma linear, dão a impressão de movimento a um objeto inanimado.

Enfim, o filme que eu to postando foi feito em 1950 e dirigido por Lou Bunin e se chama “Alice au Pays des Merveilles”, e é uma versão bastante criativa feita da estória de Alice, inclusive Lewis Carroll é um personagem do filme. Eu soube que essa versão levou anos pra ser vista nos Estados Unidos porque Walt Disney enviou cartas com ameaças a cinemas proibindo-os de comprar cópias desse filme pq iria coincidir com o lançamento do seu desenho animado, em 1951.

O vídeo q eu to postando tá obviamente editado, mas isso ateh certo ponto eh bom, pq da pra ver mais coisas em menos tempo. Assistam e divirtam-se:

Eu encontrei screenshots do filme, lá da pra ver bastante coisa, são três paginas lotadas de imagens! AQUI vai pra primeira pagina, entao larga de preguiça e vê algumas das imagens, vai!!!

Ilustração (bizarra?)

outubro 26, 2007

Cada um é cada um, e interpreta Alice do jeito que quiser…

Eu e a Mari távamos dando uma olhada na Novum Magazin q eh uma revista de design e eis q vemos umas figuras interessantes… óbvio q era coisa de Alice, pq chamou nossa atenção logo de cara!

É o trabalho de um alemão q chama Marco Wagner (nossa, isso nao parece nome de alemao)… e ele faz umas ilustrações beeem esquisitonas e inusitadas da estória de Alice no País das Maravilhas! Vale a pena dar uma checadeenha…

MARCOWAGNER  clique em BUCH e depois clique em ALICE IM WUNDERLANDAlice Im Wunderland

ou seja esperto e clique AQUI , mas a pagina vai abrir fora do lugar.. até aí.. nenhum problema at all

Fotografia

outubro 23, 2007

Fazia tempo que eu queria postar as fotos abaixo aqui no blog, mas eu nunca lembrava o nome do fotógrafo, aí hj enqto eu pensava oq postar aqui, fui sem pretensão nenhuma procurar por Alice no google e achei uma das fotos! Aí nem vo fala o qto eu fikei feliz neh!

Enfim, o fotógrafo se chama Abelardo Morell, ele é cubano, tem 59 aninhos e é professor de fotografia (óbvio) na Faculdade de Artes de Massachusetts, nos Estados Unidos… antes de tudo, repita Massachusetts três vezes sem gaguejar…

Agora que vc conseguiu, veja as fotos do Mr. Morell… Eu acho simplesmente fantásticas as fotos! Não tenho palavras pra descrever a obra desse cara… então não vou me dar o trabalho de fazer isso…

 Rabbit HoleGarden

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Curiouser and Curiouser

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Pool of Tears

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Swimming

Pleasanter

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cheshire Cat

White Rabbit

Espero q td mundo tenha gostado dessas fotos o tanto quanto eu gostei… o site do autor é ABELARDO MORELL

E eu queria pedir uma coisinha… qd eu e a Má criamos esse blog tinhamos duas intenções: uma era a d postar a nossa rotina de fazer o nosso TCC, e a outra era publicar informações sobre Alice no País das Maravilhas… só que quando pensamos nessa segunda intenção, imaginamos tb q os leitores do blog poderiam colocar informações de Alice tb, como por exemplo algum texto interessante, trabalho de algm artista, um vídeo raro, brinquedos de Alice, etc… entao eu peço q quem quiser fazer isso, faça! Coloca algm informação em um comentário num dos posts, coloca o link pra eu e a Má pesquisarmos, colaborem com o blog!!! Acho q vai ficar bem mais legal, ag promete ler tudo e buscar as informações e aí qdo publicarmos algm coisa que um leitor indicou, ag vai dar o crédito, como deve ser feito, ok??

Vo dormir pq ja eh beem tarde… fui!

Alice na Russia

outubro 21, 2007

Eu to vindo postar video d novo, primeiro pq eu adoro videos e como eu aprendi a publicar eles no blog então eu vou fazer bastante disso ainda hehehehe; segundo pq esse video aqui é msm um achado!!!

É um filme, feito na ex-União Soviética em 1981, dirigido por Efim Pruzhanski, chamado “Алиса в Стране Чудес”, que traduzido significa “Alisa no País dos Milagres”. Ele é dividido em três partes, então eu suponho que tenha sido feito somente pra televisão…

Uma coisa é obvia: eu nao entendi absolutamente nada do que eles falaram, mas cm eu conheço a estória, nao fez tanta diferença assim… Entao acredito que nao vá fazer diferença pra nenhum de vcs tbm… O que mais me chamou a atençao foi, de fato, o desenho. Os traços, as composições, a paleta de cores, o modo como é animado, enfim, a parte visual do filme… porque é uma coisa que eu nunca tinha visto igual! Talvez tivesse visto coisa parecida (alguns trechos me lembram Yellow Submarine, de 1968; outros trechos me lembram Triplettes de Belleville, de 2003), mas é uma visualidade, um estilo, completamente diferentes dos conhecidos no ocidente… O filme é maravilhoso! Alguns personagens sao desenho, outros sao colagem, os cenários tbm sao colagens ou pintura, ou em alguns casos simplesmente nao existem… enfim, eu achei demais! Eu acho que esses três videos valem muito a pena assistir! Claro que vai levar um tempão pra carregar, mas eu acho que vale a espera…

Estoure a pipoca! Se contente em somente ver o desenho(a não ser que vc fale russo)! Divirta-se! Seguem os vídeos:

O que é nonsense?

outubro 7, 2007

Que o TCC meu e da Mari é sobre Alice no País das Maravilhas vcs ja sabem, e principalmente que Alice é uma obra nonsense! Cm ag ainda tem um monte d coisas p fazer, ainda nao temos cm postar aqui a maneira como eu e ela tamos trabalhando o nonsense no site… mas é valido colocar a definição (ou definições) que a gente tem de nonsense, caso alguém nao tenha uma idéia completamente formada ou simplesmente não saiba oq eh nonsense… quem ja sabe bem oq eh nonsense, tb eh sempre valido aprender mais alguma coisa, né!

Então, no nosso trabalho teórico, definimos o nonsense como o não-sentido das coisas. O nonsense não designa uma coisa sem sentido, se trata mais de uma negação. Uma negação remete a uma afirmação, e portanto o nonsense “afirma o sentido paradoxalmente”, de acordo com Gilles Deleuze no livro A Lógica do Sentido. A lógica do nonsense é uma lógica própria, dentro de uma realidade própria, que desafia e discute a realidade que temos como normal.

Parece complicado a primeiro momento, mas eu costumo sempre lembrar de uma pergunta da Lebre de Março, no capítulo do chá, que Alice, já atordoada com a estórinha do Caxinguelê de meninas que moravam no fundo de um poço de melado e extraiam coisas que começavam com M, pergunta “por quê M?” e a Lebre rebate com a pergunta “E por quê não?”

E é essa pergunta que resume mais ou menos o nonsense: “por quê não?”

Pensem nisso…

AND THAT IS HOW DESIGNERS DO!

setembro 27, 2007

ok… muito tempo sem postar devido ao tcc, é claro!

correria é apelido pras coisas que ag tem que fazer pra deixar nosso tcc lindo e cheiroso e ainda arcar com o plano de negócios AND aula de tipografia que ag não tá dando mta conta… mas ag já tá reembalando! =)

Agora que entregamos a proposta de design e os professores aprovaram, é seguir em frente na produção do site, do artigo científico, do plano de negócios, dos painéis A3 e da peça gráfica…. UFA! Tudo isso em menos de um mês!

Mas enquanto não finalizamos, vamos postando aqui o passo a passo do nosso dia-a-dia (já que esse é o propósito do blog, que foi pra proposta de design!) . Pra começar,algumas fotos da proposta de design!

Primeiro Passo: Leve o arquivo com 5 (cinco) propostas de design para a gráfica e deixe lá por cerca de 16horas até ele chegar no tamanho desejado (1,80m) .

1E80

Segundo Passo: Proteja o piso da sua casa. Afinal, o projeto precisa ser entregue 1 (huma) via separada da outra. Corte as tiras de forma precisa. Quando estiverem separadas, vá para o terceiro passo.

 CHAO

Terceiro Passo: Com um rolo de papel contact e uma flanela, faça uma laminação fosca em sua proposta. Lembrando: uma de cada vez, um lado de cada vez. Quando o rolo terminar, faltando1/2 (meia) proposta de design, corra na Kalunga mais próxima e, 40 minutos antes dela fechar, providencie o segundo rolo.

CONTACT

Quarto Passo: Deixe o Flávio sozinho colando a parte da frente com o verso. Também deixe ele refilando até as 6 horas da manhã!

SANFONA

Quinto Passo: Grave o CD (de preferência quadrado) e cole uma bolinha de EVA para ele não se soltar.

CD

Pronto! Se você seguiu todos os passos e foi caprichoso(a), provavelmente vai ter uma boa proposta de design. Agora com 1,60m aberta!

E assim ficou a nossa proposta!

PROPOSTA

O Jardim Maravilhoso!

setembro 21, 2007

Era manhã. Dia 13 de Setembro de 2007.

Um dia muito bonito e crucial para nós.

Ou a nossa proposta era aceita pelos professores ou simplesmente deixaríamos o nosso querido projeto de lado.

O orientador chegou primeiro, leu o trabalho:

“Melhorou Muito!” (BARBOSA, 2007)

Aorientadora chegou depois:

“Agora vocês fazem… Ah, já fizeram! Manda bala! Vai ficar ótimo!” (MARINHO, 2007)

E aí foi. Do dia 13 até o dia 19 fizemos uma linda Proposta de Design (peça gráfica que fala tudo o que vamos fazer no site e como tudo será apresentado).

Sumimos por razões de cumprimentos de prazos e fazer trabalhos muito lindos e bem feitos (como sempre fizemos).

Mais uma vez, valeu MUITO a pena. No próximo post, fotos e detalhes da produção da proposta! ;D

Portmanteau

setembro 13, 2007

O portmanteau¹, ou palavra-valise, se refere às palavras que são criadas juntando-se duas palavras. Logo, há dois sentidos em uma única palavra. Elas aparecem em diversas palavras de Laranja Mecânica, e claro nas poesias de Edward Leary. E o motivo de eu postar isso aqui é o poema mais nonsense que Carroll fez: Jabberwocky. Pra quem esqueceu, no desenho animado da Disney, quando a Alice encontra o Gato, ele está cantando a primeira estrofe de Jabberwocky. Segue o poema, em inglês:

JABBERWOCKY

‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.
“Beware the Jabberwock, my son!
The jaws that bite, the claws that catch!
Beware the Jubjub bird, and shun
The frumious Bandersnatch!”
He took his vorpal sword in hand:
Long time the manxome foe he sought—
So rested he by the Tumtum tree,
And stood awhile in thought.
And, as in uffish thought he stood,
The Jabberwock, with eyes of flame,
Came whiffling through the tulgey wood,
And burbled as it came!
One, two! One, two! And through and through
The vorpal blade went snicker-snack!
He left it dead, and with its head
He went galumphing back.
“And hast thou slain the Jabberwock?
Come to my arms, my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!”
He chortled in his joy.
‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.

 O poema aparece no capítulo 1 de Através do Espelho, traduzido como Pargarávio. Carroll queria que o poema fosse inteiro impresso invertido, como se tivesse sendo visto num reflexo no espelho, o que de fato seria bastante legal em 1871! A primeira estrofe de Jabberwocky é mais velha do que Alice no País das Maravilhas, porque Carroll escreveu ela num “periódico” particular que ele escrevia e desenhava pra divertir seus irmãos e irmãs. Isso foi em 1855, quando Carroll tinha 23 anos, e a estrofe tinha o nome de “Estrofe de poesia anglo-saxã” (que pra mim soa bem chato hahaha)

Só que de chato não tem nada! A própria Alice diz que “…parece encher minha cabeça de idéias… só que não sei exatamente que idéias são.” E o próprio Carroll tratou de explicar as portmanteau que criou na estrofe:

BRYLLIG – é a hora de cozinhar o jantar, ou seja, o fim da tarde.

SLYTHY – liso e ativo

TOVE – uma espécie de texugo com pelo liso e branco, longas patas traseiras e chifres curtos; se alimentava de queijo

GYRE – cavar como um cachorro

GYMBLE – fazer buracos em tudo

WABE – a encosta de um morro, que se molha com a chuva

MIMSY – infeliz

BOROGOVE – um papagaio sem asas, com o bico virado pra cima, que faziam seus ninhos sob relógios de sol e comiam vitela

MOME –  grave

RATH – um tipo de tartaruga terrestre com boca de tubarão, corpo liso e verde, que come andorinhas e ostras

OUTGRABE – guinchado

E aí eu fiquei pensando, poxa, me lembro de assistir alguma coisa na televisão e alguém dizia “Callooh! Callay!” mas eu não consegui lembrar o que era… mas lembrei dos Muppets recitando Jabberwocky! Aí procurei no youtube e tinha! hahaha youtube tem tudo!

¹ do francês porte (carregar) e manteau (casaco ou capa)

p.s.: fonte de informações infinitas: Annotated Alice

De onde vem e para onde vai o Gato?

setembro 11, 2007

CHESHIRE CATCHESHIRE CATCHESHIRE CATCHESHIRE CAT

A origem – ou inspiração – para o Gato de Cheshire de Lewis Carroll tem quebrado a cabeça das pessoas desde que As Aventuras de Alice no País das Maravilhas foi publicado em 1865, e tem resultado em um grande número de teorias – mas a verdade permanece desconhecida. Pode ser que ele se referisse a gatos de verdade, ou um brasão exibindo um gato, ou até mesmo uma família de nome Catt.

Uma coisa parece clara, porém, que é sobre Carroll não ser o autor da expressão “sorrir como um gato de Cheshire”. A primeira menção está em Pair od Lyric Epistles, de Peter Pindar, publicado em 1795, que contém a frase: “Lo, like a Cheshire cat our court will grin.” Peter Pindar era o psedônimo de John Wolcot, ou Wolcott, que morreu em 1819. Aparentemente o termo “sorrir como um gato de Cheshire” também é mencionado na edição de 1811 do Goss’s Slang Dictionary (dicionário de gírias).

Abaixo há algumas possíveis inspirações para a enigmática criatura:

Gatos de Chester:
Cheshire é uma região de laticínios, de longe notada por seus queijos e produtos à base de leite, e havia uma queijaria nas proximidades do rio Dee na cidadezinha de Chester, aonde havia um porto. Dizia-se que os gatos do porto reuniam-se nas docas para esperar pelos ratos e camundongos que saíam dos navios quando estes aportavam para pegar um carregamento de queijos de Cheshire. Isso fazia deles os gatos mais felizes do reino – por isso o sorriso.

Gatos de Cheshire:

Uma idéia intrigante é a que os gatos da raça British Blue, que são conhecidos por uma expressão sorridente, são descendentes de antigos gatos britânicos que devem ter sido originados em Cornwall, mas acabaram em Cheshire, levados com os humanos. Lewis Carroll poderia facilmente ser familiarizado com esses gatos e seus “sorrisos” devido ao tempo em que viveu em Cheshire.

Queijo:
Lewis Carroll, verdadeiro nome de Charles Lutwidge Dodgson, nasceu e cresceu no vilarejo de Cheshire, em Daresbury, até os 11 anos. Ele teria visto normalmente os queijos locais que eram moldados em várias formas de animais – uma delas era a de um gato que sorria. Essa é uma das teorias mais populares sobre o Gato que sorri criado por Carroll.

Tabuletas:
Outra das teorias principais é a de que havia um pintor de tabuletas em Cheshire que pintou leões sorrindo nas tabuletas de hospedarias da região. Essas tabuletas com leões e leopardos pintados eram comumente referidas como “gatos”.

Entalhaduras:
Joel Birenbaum publicou em 1992 uma grande descoberta. Numa visita à St. Peter’s Church, em Croft-on-Tees, onde o pai de Carroll era pároco, Birenbaum notou, na parede leste do coro, uma entalhadura na pedra da cabeça de um gato, flutuando no ar cerca de um metro acima do piso. Quando se ajoelhou para melhor observá-la e olhou para cima, a boca do gato apareceu como um largo sorriso. Outro caso é em um vilarejo à leste de Cheshire, chamado Pott Shringley, aonde uma igreja do século XIII também tem uma entalhadura na parede perto do púpito. Será que foi também vista pelo jovem Carroll?

Bobo da Côrte:
Houve certa vez um bobo de nome Cat Kaitlin, vindo de Cheshire, e como as pessoas queriam ser tão alegres como ele parecia ser, o termo “sorrir como um gato de Cheshire” foi atribuído a ele. Esforços para descobrir se realmente existiu tal bobo não trouxeram resultados, portanto essa é a explicação menos provável.

Jogo de Tabuleiro:
Uma possibilidade interessante – e bastante provável – é que Carroll conhecia os “sorrisos” dos gatos da raça British Blue e incorporou isso a um jogo de dados que ele inventara para divertir suas amiguinhas. Ele fez referências fantásticas para coisas que seriam familiares para as crianças – e por isso seu jogo se tornou “Alice’s Cheshire Cat”. Conforme o jogo progredia no tabuleiro a cabeça do gato gradualmente desaparecia, sobrando apenas o sorriso.

Enfim, o Gato de Cheshire de Carroll continua intrigando a todos, e possivelmente ainda irá render muita especulação e muito estudo para descobrir a sua origem. Eu pretendia colocar imagens mostrando o tal queijo ou a entalhadura na parede (essa eu já vi) e outras coisas, mas já é tarde e eu quero dormir, e está sendo bastante difícil encontrar tais imagens (também não lembro aonde eu vi as da entalhadura). Farei isso outra hora…

As informações foram retiradas e traduzidas de Annotated Alice e Purr-n-Furr UK: Lewis Carroll’s Cheshire Cat.